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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Relationships

Engraçado como culpamos todos á nossa volta por coisas erradas que acontecem com a gente, tudo isso na busca de sermos o personagem principal de nossa vida, sem notar que diversas vezes fomos o próprio vilão, e o próprio coadjuvante. 
O nosso erro é procurar e esperar as coisas erradas das pessoas. Você entra em um relacionamento e logo já estão na cama, ou seja, um namorado ou ficante fixo (se você tem prevenção ao termo namoro) hoje em dia se tornou um objeto sexual, quando na realidade o mesmo deveria ser um companheiro.
Vocês se vêem a semana toda, e nos finais de semana cada um vai para o seu canto, você fica presa a uma pessoa, mas nos fins de semana sai com a amiga, sabe as posições que ele mais gosta na cama, mas não sabe a sua cor favorita. Vocês não se conhecem, conversam besteiras por horas e nenhum dos dois sabem quais são as aspirações, as vontades, os medos... 
Então, você namora por meses com uma pessoa, e no fim só restam mágoas. Você pode dizer com certeza que sentiu uma forte atração, mas não pode garantir que gostou e assim como o amor, os relacionamentos vão se banalizando. 
Tudo porque você aceita voar de pés no chão, aceita ser amada pela metade, aceita se doar sem se conhecer. O companheirismo, o real motivo de um relacionamento é esquecido, vocês não tem amigos em comum, não fazem coisas juntos, apenas dão uns amassos e acham que isso é um relacionamento.
Você sabe meu sabor de sorvete favorito, sabe a carreira que eu quero seguir, se eu gosto de viajar, minha comida favorita, sabe os filmes que eu gosto? É claro que não! 
É por isso que os relacionamentos de hoje são descartáveis, vocês abandonam seus amigos porque acham que namorar é essa fodelância toda, quando na verdade ele se baseia nas pequenas coisas: um chocolate que você sabe que ele gosta, e você compra, uma flor que ele sabe que você gosta e ele lhe traz, vocês saem junto com seus amigos e depois de se divertirem aí vão ter prazer, mas hoje em dia tá tudo ao contrário, primeiro você se satisfaz e depois procura manter a vida social. O certo não é você perder suas amigas quando começa a namorar, e sim ganhar um amigo, um companheiro.
Acho que por isso as pessoas tem medo do termo "namorado" ou "se prender", mas num relacionamento cabe muito o termo compartilhar, pra que no final não restem mágoas, pra que você não pense que não valeu a pena, que você foi usada como uma boneca inflável, mas sim que você relembre as coisas simples, como um bombom ou uma flor.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

NEOQAV


pí, pí, pí, pí, pí, pí, pí, pí, pí, pí, pí, pí...

Era esse o único som que se ouvira nas últimas 24 horas.
Uma tragédia! Era só isso que todos diziam...
Willian, pela primeira vez em quase um ano, desce de todo o seu orgulho e pega na mão de Ághata, parecia estar morta, se não fosse pelo fato de estar quente.
Talvez ele estivesse alí, mais por remorso que por amor, mas sabia que se ela partisse, algo partiria junto dela.
Ela fora a única garota que conseguira descobrir algo de bom dentro daquele rapaz de sorriso bonito, mas de hábitos reservados. Ele nunca prezou por lugares lotados e nem por longas conversas, que dirá laços emocionais, mas em relação a Ágatha era diferente, eles eram capazes de ficar por horas falando sobre tudo o que tinham em comum.
Porém, Ágatha e Willian deixaram esse contato de lado, a partir do momento que ela cometeu o terrível erro de se apaixonar pelo garoto frio, inexpressível.
E Ágatha nunca fez questão de esconder, ou esquecer o sentimento que nascia, crescia e tomava conta de si. No fundo ela sabia que ele não queria nada com ela, mas uma esperança nunca deixou que o sentimento morresse, talvez ela soubesse, sentia, que algo aconteceria para reuní-los.
Exatamente após um ano que essa paixão decidiu vir à tona, a pobre garota, que voltava pra casa imaginando o que dizer em mais um texto de 5 páginas que enviaria à ele, se encontra com seu destino, que senão pelo amor, decidiu uní-los pela dor.
Um poste explode depois que alguns garotos decidem brincar com sua lâmpada, no momento em que passava por baixo dele, a desacordando e deixando seu corpo em chamas.
Mais de 50% do corpo, e pior, do rosto foram queimados, e para evitar o sofrimento da garota, os médicos decidiram colocá-la em coma induzido. Ágatha vegetava em busca de alguma salvação.
No momento em que soube da notícia, Elena, mãe de Willian, fez questão de contar ao filho o infortúnio pelo qual a doce menina havia passado.
Willian, depois de muito tempo, sentiu seu chão se abrindo e sem mencionar uma palavra sequer, saiu pela porta da sala, transtornado.
Caminhando pela praia na beira do mar, sentindo o mar resfrescando seus pés, imaginava as queimaduras pelo corpo de Ágatha, a única que o amava. Pensava em suas atitudes infantis, em seus textos, em como seu sorriso bobo era lindo, em como seu gosto musical atrapalhado era refinado ao mesmo tempo, em como era graciosa até mesmo nos momentos em que de desiquilibrava (com um chinelo) e em como seu beijo conseguia ser o melhor de todos. Sentiu a sensação que ela sentiu a vida toda, sentiu o amor.
De fato Willian nunca havia se imaginado sem Àgatha, qualquer evento que poderia chamar sua atenção, Àgatha estaria perguntando se Willian iria, pois seu ingresso já estava comprado e mesmo que de uns tempos pra cá o contato se esfriasse, Ágatha não escondia seu nervosismo ao ver Willian e nem deixava de ser figurinha carimbada nos visitantes recentos dos perfis na internet dele.
Ele decidiu que não a deixaria, e que se por um acaso ela estivesse tentando viver sem ele, não permitiria que ela conseguisse, dessa vez faria valer a pena tudo o que a menina passou.
Partiu ao hospital e dormiu com sua mão na dela. O medo de perder fez com que o amor que ele sempre sentiu despertasse de maneira forte...
Ao lado dela, desacordada, ele cantava músicas que eram deles, contava histórias, dizia que a amava, atualizava seus sites de relacionamento, até fazia piadas. Pra ele, ela respondia só com fato de respirar.
Mas depois de algumas semanas, Ágatha não resistiu.
Willian não chorou. Era tarde demais.
Foi ás cerimônias e, mesmo que estivessem geladas, não soltava as mãos da amada.
Ao chegar em casa, ele se dá conta de que passara quase um mês sem contato com ninguém, pega o celular sem bateria, e, numa tentativa de voltar a vida normal, o coloca para carregar.
Ele toca, era uma mensagem atrasada, mais precisamente, três semanas atrasada que dizia:

"Se ouvir as batidas do meu coração, saiba que é por você e se um dia ele parar de bater, lembre-se um dia ele baeu só por você.
faz um ano que te amo.
NEOQAV. Àgatha."

E, finalmente, ele chorou por ela, mas era tarde.
Obs: NEOQAV: Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pra te esquecer



- As coisas aconteceram como tinham que ser. - Era isso o que Giovanna me disse desde o momento que saímos daquela casa noturna.
Era por volta de duas da manhã, estávamos alcoolizadas (principalmente porquê, só assim eu conseguiria ficar sem chorar) e caminhando até o ponto de táxi mais próximo. Eu decidi ir ao mercado, queria beber mais e mais, queria morrer de tanto beber e esquecer o que aconteceu.
O que aconteceu? Meu grande amor, oh, grande amor! O cara que eu amo estava aos beijos com outra dentro da casa noturna, no mesmo ambiente que eu.
A verdade é que eu fiz mil e uma coisas por ele, findei um namoro, viajei, mudei de cidade, tudo por ele, e ele fez pouco de mim, nem liga para a minha existência, mas eu o amo. O que fazer?
- Vamos Carolina, acorde desse seu pesadelo - eu dizia a mim mesma - ele nunca foi teu de fato, pra que chorar agora?
- É verdade amiga, bola pra frente!
- O que me mata Giovanna, é que eu estremeci quando o vi, dancei na sua frente, olhei dentro dos seus os olhos e senti o seu desejo, por Deus, eu senti!
- Eu notei que ele não tirava os olhos de ti.
- Então, ele quis me provocar, deveras! Oh, que tolice essa que digo, penso que engano-me, ele se agarrou com aquela vadia (pobre moça, a tenho como vadia, mas deve ter seu valor) eu sou mais bonita que ela!
Sinto meus olhos embaçando, são as lágrimas que eu não posso conter... no chão, me abraço a minha amiga... é o meu fim.
É o nosso fim.
- Me dê, um cigarro e uma bebida, quero esquecer, nem que seja só por hoje!


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Hoje vi a sua covardia nos seus olhos.
Pois eles fugiam do meu.
Vi a sua covardia nas suas mãos.
Pois elas se negavam em segurar as minhas.
Vi sua covardia nos seus passos.
Pois ele não estava ao lado dos meus.
Vi sua covardia na sua voz.
Pois ao se dirigir a mim, ela diminuía dois tons...

Você foi covarde quando não encarou a distância, foi covarde quando não encarou os obstáculos...
Você gostava de mim, eu sei e que gostar não é o suficiente, eu sei também.
Mas vejo a sua covardia acima de tudo, quando você sufocou a sua vontade, e deixou que minha personalidade sufocasse a sua, deixou que minha auto-suficiência de você sufocasse seus desejos.
Até logo meu caro, a sua covardia não me atrai mais.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

um coração ferido por metro quadrado.


Posso dizer que mascaro a minha dor com sorrisos e piadas, mas às vezes os sentimentos se confrontam dentro de mim, e como em um copo d'água, que com apenas uma gota pode transbordar, eu acabo sendo assim, com apenas uma pequena atitude eu posso explodir.
Acho que apenas se eu entendesse porque isso aconteceu e desde quando eu deixei de ser a garota maravilhosa que eu era, a mais linda e a garota por quem você estava apaixonado... como pode tudo morrer?
Eu sinceramente não acho divertido enganar as pessoas, eu acho que as pessoas deveriam saber amar, assim como sabem mentir. Fingir ser alguém que você não é, alimentar os sonhos de alguém e depois decepcioná-las dessa maneira não é engraçado, é deprimente!
Apenas prova que geralmente ninguém se importa com você, e você precisa descontar isso em alguém. Ou significa que você recebe atenção demais, e acha que brincar com as pessoas é um hobby, descontando assim sua hostilidade em cima dos outros.
Um dia você para pra entender, que tudo isso volta pra você!

domingo, 20 de junho de 2010

Veio como uma ventania e vai embora como um raio

Eu estava pensando, o quanto eu achava que eu gostava de certa pessoa, quanto eu me dediquei e o quanto eu fiz por ela, tudo isso por nada, tudo em vão.
Valorizei e fui completamente desvalorizada, qualquer outra pessoa teria ao menos uma pequena consideração, consideração essa que ele me devia por simples questão de educação, levando-se em conta o que eu fiz por ele sem a menor intenção de receber algo em troca.
Acontece que eu tenho uma terrível mania de colocar as pessoas em pedestais e me menosprezar, achar que tudo é sempre impossível e que eu sou pequena ou inferior demais para merecer aquilo ou aquela pessoa. Mas hoje eu acordei cheia de idéias, as coisas costumam acontecer pra mim, eu tenho um santo forte! Então, eu não sou tão pequena assim, eu tenho o meu valor, eu tenho coisas louváveis, bem como defeitos, é claro.
Porém, apenas uma coisa na minha vida nunca teve explicação, como é como que meu príncipe encantado pode se tornar tão sapo assim da noite pro dia? E eu descobri a resposta.
Acontece que ele nunca foi príncipe, nem ogro, nem nada que chegasse perto de ser encantado, ou perfeito (pelo menos pra mim) muito pelo contrário, ele sempre foi o mais imperfeito, pelo simples fato de que o mínimo que poderia ser feito, ele não fez, ele não me deu valor, não reconheceu que sim, eu sou maravilhosa!
Eu acho que ele teve a sorte de aparecer na minha vida na hora certa, na hora que eu estava em crise, na hora em que eu precisava de alguém pra idealizar, pra fazer de "amor da vida".
Ele nunca foi perfeito, eu é que sempre achei que ele fosse, mas ele nunca teve os mesmos gostos que eu, pode até ter, mas temos muitas coisas diferentes também, como é normal de todas as pessoas. Se ele é bonito? sim, é. Mas beleza não é, nunca foi e nunca será tudo.
agora, se foi paixão, idealização ou obsessão eu não saberia explicar, eu só sei explicar que está na hora disso ter um fim!
Veio como uma ventania e vai embora como um raio... que saia a francesa como lhe é de costume!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

meu vício, assumo e digo mais!

E quando ficar sem falar com você por alguns dias poder me tornar em outra pessoa, e se nesse período qualquer coisa me tirar do sério, me irritar, me tornar alguém fora de mim.
Quando eu não conseguir me concentrar, minha imunidade cair, minha cabeça doer e todos os meus problemas fictícios de confrontarem dentro de mim... bem, significa que eu já estarei viciada em você.
Isso pode ser bom, ou até mesmo ruim, daí só depende de você.
Eu precisarei criar uma rotina, me acostumar com você, ter sempre alguma saída (uma espécie de estoque), armazenar informações, além disso, precisarei sentir que sou correspondida, ou que no mínimo você pensou em mim.
Eu acredito em jogos, acredito em sorte, acredito que horas e minutos iguais significam que você está lembrando de mim, mas eu trapaceio. Nessa minha ânsia de ter você, ou de ser seu pensamento, eu acabo por querer controlar o tempo, voltar ou adiantar o relógio, sou capaz de ficar minutos esperando ele virar na hora que eu quero... sou capaz de arquitetar planos para que você me note, para passar na frente da sua casa, para conseguir chamar sua atenção, fazer seus amigos falarem de mim, seus pais, as pessoas que te cercam... tento fazer parte do seu cotidiano, para que no final das contas você de sinta como eu.
Para que no final das contas você vicie em mim, e assim, sacie a minha vontade de você!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

é o tipo de coisa que dói!

Como você pode mexer tanto comigo, mexer com meus sentidos, revirar minha cabeça e o meu estômago, me deixar numa situação constrangedora e sem ter o que dizer mesmo estando a quilômetros de distância de mim?
Como você conseguiu fazer isso comigo?, eu sempre quis sonhar, mas você quer que eu sonhe acordada, é isso?
quer que eu voe de pés no chão, você mesmo faz isso comigo, você mesmo faz isso com a gente! faz quanto tempo que a gente não se fala?
isso não te dá um nó na garganta, a saudade já não é o bastante pra você? pois pra mim é, e a cada notícia ruim esse maldito nó aumenta, asfixia! eu fecho os olhos e vejo você em slow. passa devagar coisas como seu sorriso, seus jeitos, seus gestos!
nem que eu corra contra o tempo, é inevitável a distância e quando aprece que vamos conseguir, ela se aumente cada vez mais.
eu vivo te esperando, eu vivo de lembranças, me apego ao passado, volto no tempo, revivo momentos, e assim que eu me revigoro se isso faz bem ou se isso faz mal? eu não sei, só sei que por mais que eu sofra, chore, me angustie, eu ainda te espero.
e se amanhã tudo der errado, eu espero que o arrependimento não tome conta de mim e que as lembranças fiquem apenas nas lembranças, e não virem os fantasmas que hoje elas são para mim!

quinta-feira, 11 de março de 2010


Não espere de mim atitudes adultas, caso não notou isso eu ainda não me tornei.

Estou em outro momento, outra sintonia e dessa vez, nossos interesses não se cruzam.

Eu sou a mesma sempre, mais eu não sou serei sempre a mesma.

Cada dia que passa eu sou mais mulher, isso que mudou, é assim que é, é assim que em que ser!

aqui fala uma desempregada, estudante nem um pouco assídua e com muito, muito calor.