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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Palmas!



Oi, meu nome é Felipe, mas todos me chamam de Chiquinho, dizem que eu sou parecido com um cara assim mas eu nunca o vi...
Estudo nessa escola desde a quinta série, conheço todos e não tenho nenhum amigo. Sou muito reservado.
Eu sento no meio da sala, encostado na parede, tenho a sensação de que vejo tudo e ninguém me vê... E hoje, na nossa formatura, surpreendentemente eu, o mais tímido, fui escolhido para ser o orador da turma.
O que é ótimo, pois posso dizer tudo o que eu pude observar em todos esses anos, e acreditem, observei demais, com vocês, caros colegas, aprendi que o ser humano pode ser extremamente selvagem, nada perto de ser um animal domesticado. Traiçoeiro, interesseiros, cínicos.
Vejo amigas, que se abraçam e se estapeiam, ou que pelas costas falam mal uma das outras, sem falar das piadinhas internas que são ditas na frente das vítimas e elas gargalham apenas para ostentar e sair bem na foto, afinal, é necessário ser legal para ter amigos.
Acho que foi por isso que eu nunca quis ser amigo de ninguém, assim pelo menos eu não sofro esse tipo de falsidade. Vão falar mal de mim, como inúmeras vezes falaram e vão usar meu nome como um novo adjetivo, nem que seja pra definir estranho ou excluído, porém eu não vou fingir simpatia pra ninguém como metade da sala faz.
Sem falar nos namorados, ah os namorados! Vejo traições na cara deles, e eles nem ligam. Namorado que fica com a melhor amiga da namorada, marcam encontros e fingem não se dar bem pra não dar na cara... canalhas.
Engraçado que enquanto eu escrevo esse depoimento, eu já posso ver as brigas e os olhares feios, os cutucões e as gargantas apertadas, afinal, cada um sabe bem de quem eu estou falando.
Mariana só conversa com a Cláudia porque a Cláudia é pop, a Cláudia por sua vez só sentou perto da Amália, porque ela é aluna nova e todos os meninos ficam em cima dela, mas o que ninguém notou é que ela já está de caso com o Luis, sim, o namorado da Marcela.
Ainda bem que nos formamos caros colegas, saímos desse antro de hipocrisia e falsidade.
Que venha a faculdade e a verdade pra todos nós... Acabamos galera!

domingo, 25 de julho de 2010

Só para constar, esse final de semana de solidão e plena depressão serviram para que a minha mente se abrisse.
De uns tempos pra cá, cheguei a acreditar no amor como forma de utopia, se você ama alguém não vai querer o mal dessa pessoa, logo, não vai fazer mal a mais ninguém, pois essa pessoa pode ser a amada de alguém e sendo assim, o mundo seria perfeito. Não é mesmo?
Mas e os amores de amigo, de família e etc? Eles existem de fato.
Então as idéias ficam perdidas, e eu falo isso por ser pessoa racional, eu penso assim, não levo em consideração problemas psicológicos. Eu acredito que amar eu nunca amei, apenas gostado muito, e ainda levanto a bandeira do "todo mundo que ama gosta, mas nem todo mundo que gosta ama" e ela está corretíssima, mas depois de ouvir mares e mares de opiniões cheguei a uma outra conclusão (na plena sabedoria do auge dos meus 16 anos e todos meus pensamentos volúveis) o amor existe!
E eu adoro falar sobre ele, sou romântica e preciso de mais um amor da vida pra acreditar, pois a descrença que me aflige se reflete proporcionalmente nos meus ideais.

na contramão da contramão.

Em momentos de depressão existem 3 coisas que se podem ser feitas:
1. Chorar e achar que é o fim do mundo.
2. Comer melancia sentado no sofá pensando em ignorar essa situação.
3. Fazer desse momento um marco para a mudança.
Você pode tomar uma dessas decisões, ou de repente as três, assim como eu.
Quando se muda, as coisas se renovam e cabe a você fazê-las acontecerem.
Em meio ano, eu perdi metade da metade e me arrependo por isso, foi como se eu apertasse o piloto automático e alguém vivesse por mim e esse alguém não era eu (não reclamo, pois esse alguém me arrumou um emprego e um curso ótimo) mas agora é hora de tomar o controle da minha vida de volta, entendo minhas limitações.
Eu posso passar a vida toda reclamando que me faltam amigos e coisas pra fazer, mas posso também topar qualquer coisa pra ver no que vai dar. Sair com gente desconhecida e me sentir deslocada até que encontre a minha galera. Foi bebendo bebidas que eu não gostava que eu descobri o quanto Imperial Fizz era delicioso, whatever... as coisas estão boas, depende do modo como eu vejo... é o lance do copo metade vazio ou metade cheio. Quando se está saturado de álcool no sangue não entendemos que a metade do copo já nos é suficiente e achamos que ele está sempre metade vazio. O ponto de vista é uma merda!
Você tende a olhar as coisas pelo lado pessimista na maioria das vezes, quando na realidade a necessidade maior da humanidade é a otimismo. Sorrisos na cara, animação, hiperatividade.
Cada queda é uma subida, lembre-se sempre disso, cada volta é um recomeço...
Portanto finalizo dizendo que a dona da minha vida sou eu, e a mesma cuidará dela daqui pra frente. E vamos tocar o bonde porque tempo é dinheiro, é!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

um coração ferido por metro quadrado.


Posso dizer que mascaro a minha dor com sorrisos e piadas, mas às vezes os sentimentos se confrontam dentro de mim, e como em um copo d'água, que com apenas uma gota pode transbordar, eu acabo sendo assim, com apenas uma pequena atitude eu posso explodir.
Acho que apenas se eu entendesse porque isso aconteceu e desde quando eu deixei de ser a garota maravilhosa que eu era, a mais linda e a garota por quem você estava apaixonado... como pode tudo morrer?
Eu sinceramente não acho divertido enganar as pessoas, eu acho que as pessoas deveriam saber amar, assim como sabem mentir. Fingir ser alguém que você não é, alimentar os sonhos de alguém e depois decepcioná-las dessa maneira não é engraçado, é deprimente!
Apenas prova que geralmente ninguém se importa com você, e você precisa descontar isso em alguém. Ou significa que você recebe atenção demais, e acha que brincar com as pessoas é um hobby, descontando assim sua hostilidade em cima dos outros.
Um dia você para pra entender, que tudo isso volta pra você!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Vamos brincar?


- Oi, quer brincar comigo?
- Sim, de quê?
- Um jogo que eu inventei...
- Hmm, que jogo? - Ele parecia afim de brincar com ela, mas com medo da brincadeira.
- É assim, eu te faço uma pergunta, e você me responde e depois faz outra e assim sucessivamente... - A animação no rosto da garota fez com que ele nem pensasse ao dizer sim. - Vou começar... Sua cor favorita?

- Azul, sua comida preferida?
- Macarrão, um sonho?
- Voar, uma música?
- Palavras, da Cássia Eller, Um desejo?
- Ser feliz, uma bebida?
As perguntas dele nunca tinham um fundo emocional, e as delas eram cheias de mensagens subliminares...
- Suco de Morango! Gosta de alguém? Quem? - Ela chegou aonde queria chegar, disse o que queria dizer, e ele confuso com aquilo tudo respondeu:
- Ah, não quero mais brincar... Vou nessa!
Ele pegou sua mochila e saiu caminhando corredor afora. A menina colocou as mãos no rosto pensando como ela podia ter perdido aquela oportunidade de finalmente dizer o que sentia por ele...
Quando ele volta e diz:
- Eu gosto de você, só pra constar.
Ela olha pra cima, mas ele já estava um pouco longe.
Pra ela era o que bastava, agora ela sabia que ele era dela e vice-versa.
Mas, na manhã seguinte ela o vê um tanto quanto íntimo com outra garota da escola, garota a qual ela sempre desconfiou ser sua "rival". Brava e confusa ela se aproxima agressivamente dos dois e diz (berra, pra ser mais exata.):
- COMO VOCÊ PÔDE FAZER ISSO COMIGO? DIZER QUE GOSTAVA DE MIM E HOJE ESTÁ COM ELA?!
- mas, mas...
- VOCÊ NÃO PODE BRINCAR ASSIM COM AS PESSOAS!
- Mas, você que me pediu parar brincar seu jogo, me senti no direito de brincar o meu...
é incrível como o sentido da frase "Quer brincar comigo" muda conforme o ponto de vista, ou conforme você cresce...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

não gosto e ponto!


calças coloridas, sapatos apertados, cheiro de xixi em banheiro, jiló, dor no sentido de dor mesmo, exibicionismo, preconceito, ofensas, tapas e beliscões, forró, funk, gente chata e fanta laranja, cebola, orégano (parece mosquito em cima da comida), verduras em sua maioria, dietas, exercícios, Guns 'n Roses, gente que masca chiclete com a boca aberta, gente inconveniente (em msn, pessoalmente ou por telefone), gente mimada, remédio, chá de boldo, mosquitos e insetos em geral, ficar com a mão grudando depois de mecher em alguma coisa, meu cabelo sem chapinha, fazer escova, ser ignorada, ser mau interpretada, não me deixarem falar, vermelho escuro, unha quebrada, contradição, não saber cantar um música e até mesmo gente que não sabe cantar determinada música e tenta cantar mesmo assim (sai meio gemido, parece língua de surdo-mudo), Rebelde, High School Musical e Jonas Brothers, Faustão, Gugu e Melhor do Brasil, crente virado (bem como rico virado, não entendo, quando nascem ricos ou crentes não ficam querendo te arrastar pra igreja!), Falsas santas e puritanismo, piada sem graça, bixas afetadas, escândalos e principalmente meninas que fazem escândalos esperando chamar a atenção de alguém, infantilidade e pessoas infantis tentando ser adultas, sentir sono, sentir fome, fazer exercícios domésticos, acordar cedo.
Não gosto e ponto!

quinta-feira, 11 de março de 2010


Não espere de mim atitudes adultas, caso não notou isso eu ainda não me tornei.

Estou em outro momento, outra sintonia e dessa vez, nossos interesses não se cruzam.

Eu sou a mesma sempre, mais eu não sou serei sempre a mesma.

Cada dia que passa eu sou mais mulher, isso que mudou, é assim que é, é assim que em que ser!

aqui fala uma desempregada, estudante nem um pouco assídua e com muito, muito calor.